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Em maratona de jogos, Roger avalia 'rodar o elenco' do Bahia

Além dos rivais em campo, o Bahia ganhou outro adversário no Campeonato Brasileiro: o tempo. Sábado (12), diante do Fluminense, no Maracanã, o tricolor vai entrar em campo pela terceira vez em sete dias. E essa maratona vai ficar ainda mais pesada.
Depois do jogo contra o Fluminense, o Bahia vai fazer sete jogos em 25 dias, uma média de uma partida a cada três dias e meio. Algo incomum para o tricolor no Brasileirão, já que no primeiro turno os intervalos entre os jogos foram maiores. Essa sequência, inclusive, já trouxe consequências para o time.
Contra o São Paulo, o atacante Gilberto desfalcou a equipe por causa de desgaste muscular. Coincidência ou não, no mesmo duelo o lateral-esquerdo Moisés sofreu lesão na coxa e está fora da partida no Rio de Janeiro.
Para evitar novos danos, o técnico Roger Machado avalia rodar o elenco nos próximos jogos. O treinador, no entanto, teme por uma descaracterização da equipe.
“A gente tem que levar até perto do final do jogo. Não gosto de descaracterizar demais. Às vezes, acredito que perde pouco sincronismo tirar um jogador por setor. Roda um da defesa, um do meio e um do ataque. Mais que isso, só pela necessidade. O jogo contra o Avaí foi intenso. Contra o Athletico-PR foi muito intenso. Pequenos problemas vão acontecer. A própria virose de Artur e Élber tem relação direta com desgaste. A imunidade baixa, vírus pega mais fácil, por isso que a gente tem que acompanhar dia a dia”, analisou Roger.
“No jogo contra o Fluminense vamos no limite de novo. As alterações não estão fora de cogitação, mas acho que muito mais que uma, duas ou três alterações você descaracteriza demais. Mas está todo mundo bem treinado. Nas últimas quatro ou cinco semanas fizemos jogos-treinos para tentar aproximar o ritmo de jogo de quem tem menos minutos em campo. Agora é ver o tamanho da nossa passada”, continuou.
Na base da conversa
Além da preocupação com o estado físico dos atletas, a sequência de jogos alerta o comandante também para o aspecto tático. Com pouco tempo de recuperação, os jogadores acabam treinando menos no campo, o que dificulta inserção de novas ideias. 
“Não tem tempo para mudança. A gente demora tanto para construir jeito de jogar. Não tem tempo para modificar e construir sem treino. O mecanismo está consolidado assim porque foi como treinamos bastante. As variações estão dentro do nosso sistema. [...] Demora para ter um jeito de jogar, não pode se perder pela instabilidade. Impossível achar que em 38 rodadas os times não vão oscilar. A única equipe que não oscilou foi o Flamengo, as outras todas oscilaram. Não dá para esperar muitas mudanças do que a gente vem fazendo, senão a gente mais atrapalha do que ajuda os atletas dentro de campo”, explicou.
(Correio*)