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Contrato Bahia-Fonte Nova seria entrave para Vitória jogar na arena

Nesta quarta-feira (21) a Fonte Nova rompeu o silêncio. Por meio de uma nota de esclarecimento, respondeu às investidas do Vitória, que tem pressionado publicamente a arena para que as negociações com ela cheguem a um desfecho.
Segundo o consórcio que administra a Fonte Nova, o Leão não aceita equiparar os termos do seu contrato de longo prazo ao já existente entre o Bahia e a arena. Além disso, deixa em aberto a possibilidade de negociar o mando de campo em partidas pontuais.
Diz a nota: "com base no seu contrato de concessão (da parceria público-privada), a Arena Fonte Nova só pode fechar um novo contrato respeitando a isonomia dos que já estão em vigor. Contudo, o Esporte Clube Vitória não aceita todas as condições previstas no contrato de longo prazo que a Arena dispõe hoje com o Esporte Clube Bahia".
A nota do consórcio, no entanto, não detalha quais seriam estas condições não aceitas pelo Vitória. O comunicado deixa claro que o rubro-negro pretende fechar um contrato de longo prazo - sendo assim precisa ceder algumas garantias ou receitas à Fonte Nova.
Apesar de nunca ter entrado em detalhes sobre o seu acordo com o Bahia, sabe-se que a Fonte Nova recebe parte das receitas do plano de sócios do tricolor com acesso garantido, além de lucrar com o consumo em bares e restaurantes.
Na nota, o consórcio deixa em aberto a possibilidade de vender o mando de jogos pontuais em 2019: "No entanto, é importante reforçar que o Vitória não está limitado apenas à formalização de contratos a longo prazo, podendo, sim, realizar jogos esporádicos na arena, como aconteceu entre os anos de 2013 a 2017".
ENTENDA
Desde a eleição do presidente Paulo Carneiro, em abril, que a direção rubro-negra tem a intenção de mudar o seu mando de campo em definitivo do Barradão para a Fonte Nova. Falou-se, inclusive, de jogar na arena pelos próximos três anos.
Na última segunda-feira (19) o presidente do Vitória, Paulo Carneiro, publicou um comunicado no site oficial do clube dizendo que apresentou uma proposta derradeira à Fonte Nova.
"O Esporte Clube Vitória ingressou neste 19.08.2019 requerimento derradeiro, destinado a formalizar o posicionamento da referida concessionária, razão pela qual encontramo-nos no aguardo da manifestação final daquela concessionária, prevista para ocorrer nas próximas horas", disse a nota.
No comunicado, o presidente rubro-negro criticou o uso do estádio como se fosse exclusivo do Bahia: "O Esporte Clube Vitória posicionou-se de modo a compatibilizar não apenas a legalidade do uso daquele equipamento frente a uma pretensa ilegal e imoral exclusividade, mas, também de modo a assegurar a rentabilidade econômico e social de todos os partícipes".
Antes, Paulo Carneiro também havia criticado, por meio da sua conta no Instagram, o posicionamento do Governo do Estado, proprietário da Fonte Nova, na negociação. Ele afirmou que existiria uma preferência institucional pelo Bahia.
"Parece que o governo adotou o Bahia como seu único clube na Bahia. Até agora estamos esperando o chamado para anunciar a chegada do Vitoria na Fonte Nova, gozando dos mesmos direitos e privilégios do Bahia", publicou Carneiro.
Dias depois a administração estadual respondeu a Carneiro por meio de nota oficial. Correio