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Sargento baleado em bar é o 5º militar morto após intervenção federal no RJ


O segundo-sargento do Exército Gilson Alberto de Souza Amaral foi morto a tiros na madrugada deste domingo (26), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ). Ele foi morto quando estava em um bar no bairro de Austin.

Segundo a Polícia Civil, homens em duas motos teriam se aproximado do local por volta das 3h30 e disparado contra o militar, que foi atingido pelo menos três vezes. Gilson é o quinto militar morto no Rio desde que a intervenção federal na segurança pública foi decretada pelo presidente Michel Temer, em fevereiro deste ano. 

Na semana passada, três militares (um cabo e dois soldados) morreram em uma operação das forças de segurança nos complexos de favela do Alemão e Penha, zona norte no Rio. Em junho, um soldado morreu após um acidente de trânsito na Avenida Brasil. Eles se somam à estatística de 65 policiais militares mortos no Estado neste ano. 

Segundo o Comando Militar do Leste, o sargento era lotado no Batalhão Escola de Comunicações, em Deodoro, zona oeste da capital, e estava desde março de 2017 afastado de suas funções em razão de um tratamento de saúde. A Polícia Civil diz que o sargento foi preso em flagrante "há pouco tempo" por porte irregular de arma de fogo de uso restrito e descartou a hipótese de latrocínio. 

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso. O Exército lamentou a morte e disse que as circunstâncias serão investigadas em inquérito policial. 

A morte de três militares no Alemão durante troca tiros foi evento de dimensão inédito para as Forças Armadas. A última vez que um militar morreu em circunstâncias semelhantes foi na ocupação da favela da Maré, em novembro 2014. Naquela ocasião, um cabo morreu em confronto com traficantes.

No último dia 20, o cabo Fabiano de Oliveira Santos, 36, foi morto após ser baleado no ombro, em um confronto ocorrido em área do Complexo da Alemão conhecida como Serra da Misericórdia. No mesmo dia, João Viktor da Silva, 21, soldado paraquedista, foi atingido por um tiro na cabeça na favela Vila Cruzeiro, também no Alemão. Os dois foram atingidos quando um grande cerco foi montado nos complexos de favelas da zona norte. 

Na ocasião, um terceiro militar também foi baleado. Inicialmente, o CML (Comando Militar do Leste) havia informado que ele não corria perigo de morte, mas veio a óbito dois dias depois. Ele foi baleado na perna e chegou a ficar internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio.

O Comando Militar do Leste não deu detalhes sobre a dinâmica das mortes. Sabe-se que na operação, houve intensos confrontos.